terça-feira, 14 de julho de 2009

Maior lançamento da Sky no Brasil, o sistema HDTV já conquistou 30 mil assinantes em menos de um mês

No final de abril, a Sky realizou o maior lançamento da história da marca no Brasil. Em menos de um mês, a ação que contou com um investimento de R$ 80 milhões e a participação de Gisele Bündchen transformou a empresa na maior operadora de tevê de alta definição da América Latina. A seguir, o diretor de marketing da Sky, Marcelo Miranda, apresenta os bastidores dessa campanha milionária que vendeu 30 mil assinaturas em um mês.

Raio X da estratégia
R$ 80 milhões de investimento
R$ 4 milhões foram gastos na megaprodução estrelada por Gisele Bündchen
1.000 profissionais envolvidos
Festa para 1,4 mil convidados no Terraço Daslu, em São Paulo
Campanha impressa com veiculação especial de 6 páginas sequenciais nas revistas Veja, Época, IstoÉ e Caras
Em menos de um mês, 30 mil assinaturas foram vendidas

Em outubro de 2008, a Sky tinha um problema: como vender o serviço de “alta definição”, cujo principal atributo é a qualidade da imagem, em uma tevê standard?

A resposta para essa questão o diretor de marketing Marcelo Miranda foi buscar no mundo da moda, com a contratação da top model Gisele Bündchen para estrelar a campanha milionária. “Ninguém melhor do que ela, que é sinônimo de imagem perfeita e de qualidade em todo o mundo, para tangibilizar o conceito HDTV”.

Desenvolvida em parceria com a Giovanni+Draftfcb e a Agência Click (responsável pela área digital), a estratégia começou a ser trabalhada há oito meses, no auge da crise financeira mundial. “Naquele momento tínhamos duas opções: acreditar no poder da crise e adiar o lançamento ou apostar no potencial do novo produto.” A Sky ficou com a segunda opção e realizou um investimento de R$ 80 milhões no projeto. A cifra representa o maior valor já aportado pela operadora desde a fusão com a DirecTV, em junho de 2006. “De certa forma, a crise acabou beneficiando o setor de tevê por assinatura tanto no Brasil quanto no exterior, uma vez que para economizar as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e, consequentemente, a assistir mais televisão, comportamento que valorizou nossos serviços.”

Em paralelo a essa tendência de mercado, pesquisas qualitativas indicaram que a equipe de Miranda teria mais dois desafios a serem superados, além de tornar tangível o conceito de qualidade da imagem. “Era preciso comunicar a grande quantidade de canais oferecidos pelo sistema e desmitificar a complexidade do modelo de negócios da Sky na mente do consumidor.”

“A tevê invadiu a realidade” foi o conceito que surgiu com base nessa análise. “E para ressaltar ainda mais o principal atributo do HDTV, que é a imagem real, a própria modelo desconhecia parte do roteiro do comercial, o que contribuiu para a veracidade das expressões”, lembra o executivo. Além do filme com dois minutos, exclusivo para o intervalo do “Fantástico”, a iniciativa apresenta mais três versões de comerciais (de 15 e de 30 segundos e de um minuto), que serão exibidas em rede nacional nas principais emissoras de tevê do País e nas redes de cinema Cinemark, UCI, Kinoplex, Circuito Digital e Rain até o próximo mês de julho. Anúncio de mídia impressa, spots de rádio e patrocínio do programa “CQC”, da TV Bandeirantes, também fazem parte do planejamento de marketing da Sky para 2009. Um evento produzido pela B/Ferraz, para 1,4 mil convidados, marcou o lançamento da campanha. “Colocamos assinantes e prospects, todos formadores de opinião, para interagirem com o produto em uma grande festa, que contou com a presença de Gisele Bündchen.”

Em outra frente, a equipe de Miranda investiu na construção de um site repleto de vídeos explicativos para detalhar o funcionamento do novo sistema. “O marketing digital é peça fundamental dessa estratégia de reposicionamento de marca, já que 20% de todas as nossas vendas vêm do online.”

A interação com o consumidor também é feita por meio de 52 estandes Sky HDTV que foram instalados em pontos estratégicos, além dos 700 pontos de venda fixos que a empresa mantém em todo o Brasil. “Completando a estratégia, preparamos ofertas especiais para incentivar a nossa base de clientes, composta por 1,8 milhão de assinantes, a migrar para o sistema HDTV”, comenta o diretor de marketing da Sky, que já comemora os resultados da campanha. “Tivemos um retorno acima das expectativas. Em menos de 30 dias registramos a venda de 30 mil assinaturas. Com isso, este mês nos tornamos o maior operador de tevê em alta definição da América Latina.”

Miranda encerra contando algumas cenas do próximo capítulo do case Sky HDTV: “Enquanto o mercado faz especulações sobre uma possível gravidez de Gisele Bündchen, nós já estamos pensando em uma nova campanha com a modelo, que será a garota-propaganda da marca até 2010. A nova ação deverá ser produzida a partir de setembro. O fato é que iremos encerrar o ano com um crescimento acima de dois dígitos.”

FONTE: http://www.revistamarketing.com.br/materia.aspx?m=257

REVISTA DE MARKETING - Edição de Junho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

“Test Drive Renault F1TM Team” premiará clientes com a chance de pilotar um carro de Fórmula 1 na França.

Todo aficionado por carros ou automobilismo já sonhou em, um dia, pilotar um carro de F1. É com o espírito de trazer este mundo de sonhos para seus consumidores que a Renault traz, em ação inédita, a possibilidade de seus clientes se tornarem pilotos por um dia na maior categoria do automobilismo mundial. Trata-se da ação “Test Drive Renault F1TM Team”, que chega a partir de 8 de julho em toda a rede de concessionárias Renault participantes do País.

Para participar, os clientes da marca ganharão cupons ao realizarem test drives e/ou ao adquirirem os modelos da marca até 31 de agosto. Os cupons darão direito a um sorteio, a ser realizado no dia 21 de setembro, cujos prêmios vão desde 100 kits de produtos oficiais da Renault F1TM Team à premiação máxima: a participação no programa Feel it!, promovido pela escuderia. Neste programa, os cinco ganhadores - cada um com direito a um acompanhante - viajarão à França para pilotar um carro de F1 nas pistas do circuito Paul Ricard High Tech Test Track, em Castelet (Marselha). A viagem dos ganhadores acontecerá no início de novembro.

“Por meio de nossa participação no automobilismo, esta ação visa reforçar o laço de nossos clientes com a marca. Além disso, queremos estimular os consumidores, que ainda não andaram em um carro Renault, a visitarem uma de nossas concessionárias e realizar o test drive. O maior prêmio da ação - a viagem à França para pilotar um F1 - tem tudo a ver com o perfil de cliente brasileiro, conhecido por sua relação ‘apaixonada’ com os carros e com o automobilismo em geral”, comenta Cássio Pagliarini, Diretor de Marketing da Renault do Brasil.

Mecânica do concurso
Cada cliente que visitar uma concessionária Renault e realizar um test drive ganha um cupom, independente de adquirir ou não o carro.

Caso compre um carro, o cliente receberá um número de cupons de acordo com o modelo adquirido, sendo que compras financiadas pela Financeira Renault, braço de financiamento da montadora, valem o dobro de cupons. Por exemplo: ao adquirir um Renault Symbol, o participante ganhará 10 cupons e, se a compra tiver aporte da Financeira Renault, o cliente ganha mais dez cupons. O participante deverá preencher o cupom com seus dados e depositar em uma das urnas localizadas nas concessionárias Renault participantes.

No dia 21 de setembro, será realizado o sorteio, no qual serão contemplados 105 participantes. Os cinco primeiros ganhadores contemplados conquistam a premiação máxima: uma viagem (com direito a acompanhante) de quatro dias para Marselha, na França e a participação no programa de pilotagem Feel it!, da Renault F1TM Team (a participação no programa é somente para o ganhador; o acompanhante não participa do curso). Os cem ganhadores seguintes levarão para casa um kit oficial da Renault F1TM Team, contendo uma réplica do carro da equipe Renault com controle remoto, uma mala esportiva, boné, chaveiro e camiseta oficiais da escuderia. Todas as informações relativas à ação “Test Drive Renault F1TM Team”, bem como o seu regulamento, estão disponíveis no site www.renault.com.br.

Fonte: http://consumidormoderno.uol.com.br/canais/marketing/2018test-drive-renault-f1tm-team2019/view

Itaucard e Vivo fecham parceria

Empresas anunciam novo modelo de cartão de crédito e serviços de m-payment

A Vivo anunciou, (07/07), a parceria com a Itaucard para o lançamento do Vivo Itaucard, cartão de crédito com benefícios para os clientes Vivo, Itau e Unibanco. De acordo com Hugo Janeba, vice-presidente de marketing e inovação da Vivo, as compras feitas com o cartão somam pontos que são revertidos em benefícios em produto e serviços tanto para os clientes do plano pós como pré-pago.

"Com a parceria buscamos beneficiar os clientes, é uma forma de fidelização. Afinal, clientes satisfeitos não vão embora, pelo contrário, trazem mais clientes", afirma Janeba.O cartão será oferecido em cinco modalidades no Brasil e as taxas de anuidade variam de acordo com os planos. A princípio a central do Itaucard ficará responsável pela venda dos cartões que podem ser realizadas por telefone ou Internet.

A parceria também traz a modalidade de pagamento via celular. Em fase piloto, o modelo está disponível em 60 estabelecimentos em São Paulo e Rio de Janeiro. "Os clientes poderão, ainda, fazer download de um aplicativo para em celulares e smartphones Vivo visualizar as faturas de compras de meses anteriores, limite de créditos e acompanhamento de gastos de dependentes", conta Carlos Zanvettor, diretor da área de cartões do Itaú Unibanco.

Para a segurança dos cartões, Zanvettor comenta que houve uma combinação do chip do cartão com o chip do celular. Durante as compras, ao invés de passar o cartão, os clientes fornecem o número do celular, em seguida será emitida uma senha descartável para que a operação se realize. O executivo adianta que logo outras bandeiras também oferecerão os mesmos benefícios. "A próxima será Visa", completa Zanvettor.

Ao gosto do cliente - Os benefícios foram estruturados para atender as aspirações demonstradas pelos clientes nas pesquisas de satisfação realizadas pela Vivo. Usuários do segmento Pré-pago valorizam a possibilidade de falar mais tempo. Já os clientes do Pós-pago demonstram maior interesse pela oportunidade de substituição de aparelhos em condições diferenciadas. Para atender essas necessidades, foram desenvolvidas duas linhas de benefícios:

- Vivo Pré- canal diferenciado (*7000) para efetuar recargas com o cartão co-branded. A partir de R$ 35,00 de crédito, o cliente recebe como bônus o mesmo valor da recarga realizada (mais R$ 35, nesse caso) para ligações locais de Vivo para Vivo, com validade de 30 dias.

- Vivo Pós - além dos pontos acumulados ao pagar a conta do telefone celular, qualquer compra paga com o cartão Vivo Itaucard é convertida para o programa de pontos da Vivo. Cada R$ 1 em compras com o Vivo Itaucard vale 5 pontos no programa. Com isso, há uma aceleração na possibilidade de resgatar aparelhos novos gratuitamente.

Fonte:
http://www.clientesa.com.br/gestao/default.asp?pag=matintegra&matID=36525&tck=23&cadID=CT&mailID=0&boletim=1296

Power.com processa Facebook por dados de usuários.

O agregador de redes sociais Power.com abriu um processo nesta sexta-feira contra o Facebook em um tribunal na Califórnia para resolver a questão de quem é de fato dono das informações das redes sociais-- os usuários ou os sites.

A Power.com afirma que são os usuários, e planeja defender isso no processo para assegurar que os internautas tenham o controle e a propriedade "total e completa" sobre seu conteúdo, e o direito de proteger esse conteúdo de outros usuários e de corporações.

A ação judicial, que acusa o Facebook de concorrência desleal, de restrição ao comércio e de criar um monopólio, foi apresentada cerca de seis meses após o Facebook ter processado a Power.com de violação de copyright e de marca registrada, de concorrência ilegal e de fraude.

A Power.com negou as alegações, e pediu que o Facebook seja proibido permanentemente de executar "práticas anticompetitivas". Também solicitou um valor não-revelado em indenização e ajuda de custo.

O Facebook afirmou em comunicado que fez "inúmeras tentativas" de negociar com a Power.com antes de abrir a ação contra o site, "mas ... eles continuaram a colocar os dados de usuários do Facebook em risco".

Segundo comunicado do Facebook, as alegações da ação judicial da Power.com são "sem mérito, e lutaremos agressivamente contra elas".

A tecnologia da Power.com permite que usuários tenham acesso a diversas contas em redes sociais diferentes através de um mesmo portal na Internet e que editem ferramentas e dados nessas contas.

Em seu processo, a Power.com afirma também que "acredita em uma Internet sem fronteiras, onde usuários têm controle sobre seus próprios dados".

O presidente-executivo da Power.com, Steve Vachani, afirmou que o Facebook está sufocando a concorrência ao restringir o acesso de clientes a seus dados, o que lembra uma controvérsia semelhante que tem incomodado o setor de telefonia celular.

"Isso é semelhante ao que fizeram as empresas telefônicas ao não deixarem que você mudasse de operadora mantendo seu número de telefone", disse Vachani.

A Power.com tem 8 milhões de membros e agrega os sites Twitter, MySpace, LinkIn, HI5 e Orkut. Já o Facebook tem 200 milhões de usuários ativos.

Fonte: http://consumidormoderno.uol.com.br/canais/no-mundo/quem-tem-o-direito/view

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O que significa I.I. (Inteligência da Informação)

Artigo de Rafael Scucuglia, diretor de operações da Gauss Consulting, explica o que é inteligência da informação e o que fazer para aproveitar corretamente a grande quantidade de informações que temos de nossos clientes

É fato que as informações caracterizam um tipo de ativo intangível de importância estratégica para a grande maioria das organizações. Como tema recorrentemente abordado por especialistas em Gestão do Conhecimento, Tecnologia da Informação, Segurança de Informações e Governança Corporativa, é consenso que uma “gestão de informações” eficaz e eficiente resulta em valor direto à gestão de uma organização.

Exemplos típicos: quanto vale a proteção de uma estratégia de marketing antes de sua divulgação? Quanto vale o banco de dados das instituições de cartão de crédito? E de outras instituições financeiras? Qual o valor agregado ao cadastro de clientes potenciais de uma organização (considerando a hipótese, por exemplo, de seu concorrente ter acesso a ele)? Como mensurar a importância de uma formulação de produto sigilosa (exemplo clássico da Coca-Cola)? E o conhecimento logístico de uma distribuidora? E por aí vai.

Não é à toa que se trata de um tema recorrente. Muito citado na década passada por gurus como Peter Drucker, Prahalad e Alvin Toffler, creio que definitivamente chegamos à era da economia da informação, vinculada à aplicação de conhecimentos sem precedentes ao processo de geração de riqueza. Saber tomar as melhores decisões com base na análise de informações passa a ser um dos fatores competitivos mais importantes nos mais variados segmentos de negócio.

Diante deste cenário, considero importante, diante de tantas notícias e opiniões a respeito, pararmos um instante e trazer à pauta o conceito básico que difere os dados, as informações e os indicadores.

Quando dizem que “informações” são abundantes, na realidade devemos interpretar que os “dados” são abundantes. No mundo corporativo, diante da necessidade de automatizações dos processos operacionais e burocráticos, as empresas começaram a armazenar os parâmetros utilizados pelos softwares nas operações. Todas as vezes que um pedido de venda entra em um sistema, por exemplo, ele carrega consigo diversos dados: valor do pedido, data e hora de sua colocação, nome do vendedor que o gerou, nome do auxiliar que o cadastrou, nome do cliente, seu telefone e endereço, quantidade vendida, preço praticado, comissão, prazo de entrega, etc. Cada um desses “bullets” de cadastro são uma coluna e linha de alguma tabela constante em um banco de dados.

Ou seja, cada item cadastrado isoladamente significa um “dado”. Temos, portanto, uma definição que gosto de utilizar: dados são as menores unidades possíveis de armazenamento em um sistema informatizado que, correlacionado com outros dados, viabilizam sua transformação em informações.

Avançando no conceito, portanto, quando agrupamos, ordenamos e cruzamos diversos dados obtemos informações. No nosso exemplo anterior, quando somamos todos os preços praticados de todos os pedidos emitidos em um determinado mês, obtemos uma informação: “receita mensal”. Como temos dados referentes ao endereço de cada cliente, podemos ainda obter a “receita mensal por região”. E assim sucessivamente.

Ou seja, informação é o agrupamento de diversos dados para descoberta de uma determinada variável de interesse. Essa variável, geralmente, traduz-se por meio de uma operação matemática (soma, contagem, média, etc.) mediante segmentações dos dados disponíveis.

Por último, temos os indicadores. Estes, por sua vez, são o resultado de uma operação calculométrica, que utiliza informações disponíveis. Quando dividimos, por exemplo, a informação “receita mensal” pela informação “quantidade de funcionários” temos o indicador “receita per capita”.

Considerando estes três níveis (dados-informações-indicadores), podemos fazer um paralelo com a sua utilização para eficácia do processo decisório. Pois dados são abundantes, mas informações e indicadores nem sempre são utilizados com foco na decisão bem sucedida.

Para atingir este objetivo, a organização necessita implementar algo que chamo de I.I. – Inteligência da Informação. Sabemos que, dado à existência de dados em grande número, as informações possíveis de serem extraídas são praticamente infinitas. Podemos agrupar, organizar, calcular, reorganizar, classificar e integrar os dados da maneira como quisermos, o que resulta em uma quantidade enorme de informações potencialmente existentes. Qualquer profissional que já teve acesso ao banco de dados de uma empresa sabe do que estou falando.

Diante deste universo de informações de extração viável, a grande questão é a seguinte: quais as informações que efetivamente fazem a diferença ao negócio? Quais informações podem gerar conclusões objetivas e que permitem ao gestor tomar ações focadas em resultados? Como utilizar um extrator (ou um software de BI) de maneira a obter e analisar somente as informações essenciais ao negócio?

A melhor maneira de uma organização atingir este objetivo é com o uso disseminado e contínuo da estatística em seu processo decisório. Estatística é a ciência que estuda os números. Suas ferramentas permitem obter padrões de comportamento e diagnosticar causas e efeitos entre informações, relevância de variáveis sobre determinado resultado e causas de problemas. Além de possibilitar o teste de hipóteses, fazer previsões, etc.

Informação sem estatística é somente informação. Gera incerteza para a tomada de decisão científica. Não contém embasamento para prover segurança ao gestor. Promove a decisão por empirismo. Deixa as decisões do negócio nas mãos da “arte” e do “feeling” do elemento decisor.

Informação com estatística é constatação. É o conhecimento dos fatos. Promove a decisão científica, direta e objetiva. O responsável pela decisão passa a ser o transformador do conhecimento extraído em ações. A organização fica muito menos dependente de “artistas”. Existe uma estrutura decisória maior do que seus elementos-chave. É o efetivo “processo decisório”.

Programas como o consagrado “Six Sigma”, evolução até hoje utilizada pela ferramenta desenvolvida por Deming – o CEP, aplicam conceitos estatísticos de forma indiscriminada e disseminada nos processos produtivos (aplicação de Six Sigma em outras áreas ainda é incipiente). Precisamos aplicar tais teorias para todo e qualquer processo. Informações financeiras, contábeis, comerciais, de marketing, entre outras – todas devem ser fruto de trabalho estatístico antes de sua interpretação.

Por outro lado, a existência de indicadores (conforme colocado acima) já configura uma evolução da informação, provendo maior cientificidade à gestão. Se a utilização da estatística ainda é pouco aplicada e dependente de um amadurecimento de gestão de maior porte, a utilização de indicadores não o é.

Entendo que a gestão por resultados, baseada em indicadores financeiros, operacionais, de mercado e de pessoas, é o primeiro passo de toda organização em prol da Inteligência da Informação. Indicadores bem desenvolvidos, coerentes com a estratégia organizacional, que medem os efetivos resultados dos processos e do negócio, caracterizam uma oportunidade de aplicação de maior cientificidade às decisões diárias. Não é à toa que os mais modernos Modelos de Excelência em gestão dão ênfase cada vez maior o sistema de medição da performance – e seus resultados.

Resumindo o contexto geral: na era da informação as organizações precisam focar na “inteligência das informações”. Assim como somente dados bem armazenados não bastam, informações sem foco e sem estudo também não. É preciso mais! É preciso estudá-las e analisá-las de forma adequada, estruturada e contínua. Os administradores precisam não só destinar recursos à gestão de TI. É necessário considerar uma lacuna cada vez mais latente. Em suma, é fundamental alocar recursos no desenvolvimento de I.I.

Rafael Scucuglia é Diretor de Operações da Gauss Consulting. empresa de consultoria instrumental e assessoria especializada.

Fonte: http://portalcallcenter.consumidormoderno.com.br/gestao/melhores-praticas/o-que-significa-i.i.-inteligencia-da-informacao


Fax virtual surge como alternativa sustentável

Ferramenta criada por empresa de webhosting permite receber e enviar qualquer documento digitalmente, mesmo que o destino seja um fax comum.

Pilhas de papel, lixo cheio, necessidade de confirmar se chegou legível, troca de bobina, sinal de ocupado. Foi-se o tempo em que estes eram os problemas mais freqüentes quando enviar um fax era uma prática mais comum. Pois agora a empresa de web hosting Hostlocation desenvolveu o Fax Virtual, um sistema online que recebe e envia todo e qualquer documento digitalmente, mesmo que a origem ou o destino seja um equipamento de fax convencional.

Criado há pouco mais de um ano, a ferramenta já superou 300 mil recebimentos. “A procura vem crescendo cada vez mais. Acreditamos que o principal benefício seja o fato de o usuário ter o documento em arquivo digital, que oferece facilidades de acesso e arquivo, além de reduzir custos com papel. Isso sem contar a inexistência de sinal de ocupado, porque o sistema oferece recebimento simultâneo, 24 horas por dia, 7 dias por semana”, avalia o diretor executivo Marcelo Safatle.

A simplicidade de utilização é outro fator apontado por Safatle como ponto positivo. Ao contratar o serviço por R$ 39 mensais, o usuário passa a dispor de um número de telefone que vai funcionar como fax. Só que o documento, que pode ser enviado de um aparelho convencional, é automaticamente digitalizado pelo sistema da Hostlocation e chega, em segundos, ao e-mail do destinatário, sem que isso seja notado por quem envia a mensagem.

Já quando quiser enviar algum documento para um fax convencional, basta que o usuário o anexe a um e-mail e indique o número do telefone de recepção. O serviço já se revela estratégico para o negócio de algumas empresas que o adotaram, como a Lisal, especializada em montagem e projetos de logística. O diretor Flávio Salvini garantiu 100% do funcionamento e ainda comentou que o sistema acaba com a necessidade de ter alguém no escritório para dar o sinal de fax, o que já o fez perder clientes.

Já o armazenamento digital é o principal benefício apontado por Luciano Fermozelli, gerente de informática da Tov Corretora. “Agora imprimimos somente quando necessário e a natureza agradece”, observa ele. “Anteriormente convivíamos com o problema do papel de fax se apagar em pouco tempo. Já é possível até ter um arquivo com cada processo no computador”, comenta.

Publicado em 29/06/2009 por Julio Simões
Fonte: http://consumidormoderno.uol.com.br/canais/responsabilidade-social/fax-virtual-surge-como-alternativa-sustentavel/view

Blogs de consumo estão na mira das autoridades nos EUA

Diante do aumento de blogueiros remunerados, Comissão Federal de Comércio dos EUA decidiu intervir no assunto para regulamentar o serviço.

Cada vez mais comuns, os blogs de consumo são compostos basicamente de conselhos sobre os artigos que valem a pena comprar. Seria uma adaptação saudável dos sites pessoais, se uma desconfiança não pairasse sobre eles: a de que alguns artigos têm o pagamento das marcas por trás.

Daniel Garcia é conhecido pelo apelido de “The Consumer King” (“O Rei do Consumidor”, em tradução livre) e colabora com o blog consumerqueen.com. Em um post, disse estar fascinado com o novo aspirador Platinum Collection Cordless Stick Vac da marca Hoover.

“Desde que abri a caixa até o momento em que aspirei o chão do quarto do meu filho, fiquei surpreendido”, escreve Garcia em uma das críticas publicadas no blog. “Não diga isso para minha esposa, mas, com este aparelho, não me importo de passar o aspirador”, acrescenta.

A fascinação de Garcia pela nova Hoover pode parecer real, mas uma olhada na normativa legal do blog faz com que surjam dúvidas sobre a sinceridade da opinião. Como a maioria dos blogueiros que falam sobre temas de consumo, os colaboradores do Consumer Queen recebem pagamentos de fabricantes em troca de comentários.

O blog se defende e garante que o pagamento não influencia na opinião. “Embora os donos deste blog obtenham uma compensação por seus artigos ou publicidade, sempre damos nossas opiniões honestas, crenças ou experiências sobre esses assuntos ou produtos”, asseguram os administradores.

Apesar de o leitor ocasional muitas vezes não saber disso, a maioria dos blogueiros não escrevem só por amor à blogosfera, mas também para obter produtos gratuitos e, em algumas ocasiões, elevadas compensações financeiras. Na prática, os blogueiros decidem se comunicam a seus leitores sobre sua relação com as empresas e o produto.

No entanto, a prática se popularizou a ponto de a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, em inglês) ter decidido intervir no assunto. O orgão pretende aprovar novas medidas que permitam controlar blogueiros e anunciantes mais de perto. Será a primeira vez na história que a FTC vigiará os blogs sobre temas de consumo.

“Se você entra em uma loja, você sabe que o vendedor é um vendedor”, disse à imprensa americana Rich Cleland, da divisão de práticas propagandistas da FTC. “Na Internet, o consumidor deveria saber se alguém tem uma motivação econômica para dizer o que está dizendo”, completa.

A nova normativa não se limitará a blogs convencionais, mas também a outros meios como a página de microblogging Twitter, onde alguns anunciantes pagam usuários para que escrevam comentários positivos sobre produtos. Mercedes Levy, responsável pelo commonsensewithmoney.com, diz que é necessário esclarecer suas intenções.

“Me parece uma boa ideia que as pessoas que escrevem um blog divulguem este tipo de relações a seus leitores”, disse Levy, cujo blog tem termos facilmente acessíveis, onde ela esclarece que recebe dinheiro por escrever suas opiniões sobre “produtos, serviços, sites e outros assuntos”.

No entanto, Levy não detalha sua relação com cada um dos fabricantes. “Comunicar cada uma das relações aos leitores interrompe o fluxo de comunicação e pode ser confuso”, defende. Alguns blogueiros consideram positivo que exista mais uniformidade nas normativas, mas acham que os padrões não deveriam ser ditados pela FTC.

Com informações da Agência EFE.

Publicado em 29/06/2009 por Julio Simões
Fonte: http://consumidormoderno.uol.com.br/canais/relacoes-de-consumo/blogs-de-consumo-estao-na-mira-das-autoridades-nos-eua/view